terça-feira, 21 de julho de 2009

Hino de Santa Catharina


Por: AFC Custódio

Letra: Horácio Nunes
Música: José Brazilício de Souza

Sagremos num hino de estrelas e flores
Num canto sublime de glórias e luz,
As festas que os livres frementes de ardores,
Celebram nas terras gigantes da cruz.
Quebram-se férreas cadeias,
Rojam algemas no chão;
Do povo nas epopéias
Fulge a luz da redenção.

No céu peregrino da Pátria gigante
Que é berço de glórias e berço de heróis
Levanta-se em ondas de luz deslumbrante,
O sol, Liberdade cercada de sóis.
Pela força do Direito
Pela força da razão,
Cai por terra o preconceito
Levanta-se uma Nação.

Não mais diferenças de sangues e raças
Não mais regalias sem termos fatais,
A força está toda do povo nas massas,
Irmãos somos todos e todos iguais.
Da liberdade adorada.
No deslumbrante clarão
Banha o povo a fronte ousada
E avigora o coração.

O povo que é grande mas não vingativo
Que nunca a justiça e o Direito calou,
Com flores e festas deu vida ao cativo,
Com festas e flores o trono esmagou.
Quebrou-se a algema do escravo
E nesta grande Nação
É cada homem um bravo
Cada bravo um cidadão.

link: www.tce.sc.gov.br/files/file/coral/ma_sicas/15_faixa_15.wma

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Encantos da Serra Barriga-Verde


Por: AFC Custódio

Conhecida até há bem pouco tempo como Planalto Serrano, a região adotou o nome de Serra Catarinense para melhor identificar o conjunto de municípios como roteiro turístico. Lages, Bom Jardim da Serra, Bom Retiro, Rio Rufino, São Joaquim, Urubici e Urupema são as sete cidades que integram a região, localizada no sudoeste de Santa Catarina, no ponto mais alto do estado. Nesses municípios, a temperatura pode chegar no inverno a 5 graus negativos com facilidade – em Urubici, os termômetros já marcaram 27 graus abaixo de zero recorde atual no territorio nacional. Os lagos e as nascentes costumam congelar no inverno. As araucárias predominam na paisagem com florestas magestosas, florestas tambem de pinheiros, passaros tipicos da regiao como a Gralha-Azul, assim como campos verdes, cânions e cascatas que servem de cenário para um mate e um costelaço com os amigos e tambem um vinho a dois.

Temos a Serra do Rio do Rastro posso dizer que visitar a Serra Catarinense e não conhecer esse "perau" ( termo sulino para abismos) é um pecado, oferecendo um orgasmo visual liga o litoral ao planalto de Santa Catarina. É uma estrada de 15 KM que sobe 1460 metros, por isso é tão sinuosa, cheia de curvas bem fechadas! É emocionante o trajeto atualmente com iluminação noturna o torna ainda mais lindo visto do panorama no fim de sua subida, mesmo no verão as chances de nao enchergar um palmo a frente existem devido aos frequentes nevoeiros na região.

Com tudo isso Santa Catarina oferece um roteiro totalmente original em nossa serra, sem cópias ou tentando ser o que nao somos como Gramado-RS onde atualmente é o principal ponto turistico no sul quando o tema é serra no sul, porém nao desfruta de uma identidade propria, uma cidade de colonização portuguesa e arquitetura Alemã, totalmente "fake". Com tudo isso mostro somente um rascunho daquilo que faz de Santa e Bela Catharina o estado mais completo, com belas praias, culturas europeias ao norte do estado, Gauchas a oeste e um litoral Açoriano e é claro um povo que ama aquilo que é so seu.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

As bruxas roubam a lança baleeira de um pescador da ilha


Por: AFC Custódio

"Contou-me um narrador de estórias de assombração que, na Costa da Lagoa da Conceição da Ilha de Santa Catarina, em anos que já vão longe de nós, morou um pescador que possuía várias embarcações para os serviços de pesca, entre as quais, também uma lancha baleeira.
Balduíno da Prudência era o nome do pescador. Ele era um homem muito trabalhador e cuidadoso. Tratava com carinho suas embarcações e equipamentos de pesca, e mantinha o rancho onde guardava sempre fechado à chave.
Na manhã de uma sexta-feira, quando ele, acompanhado pelos seus camaradas, dirigindo-se para o rancho a fim de retirar as embarcações para ir à pescaria, encontrou a lancha molhada e com muita areia de praia espalhada sobre o fundo, o que causou grande surpresa a toda a tripulação, pois a haviam deixado enxuta e limpa, na véspera, ao recolherem-na para o interior do rancho.
Comentando e analisando o fato, eles chegaram à conclusão de que a maré daquela noite havia sido alta e, pela razão citada, não podiam encontrar nenhuma pegada na praia e, portanto, não havia vestígio para afirmarem que alguém havia retirado a lancha do rancho, mesmo porque as portas estavam fechadas à chave e, as quais encontravam-se em poder de seu dono. Por via das dúvidas, daquele dia em diante, o pescador passou a observar com muita atenção o estado da embarcação nas manhãs de sextas-feiras. Obteve resposta para seu matutamento e desconfiança, quando, na manhã, ao abrir o rancho para vistoriar sua embarcação, encontrou-a molhada e muito suja de areia.
Sabedor que era de que, naquele ano e naquele lugar, Lagoa da Conceição, as endiabradas e perigosas mulheres bruxas vinham desenvolvendo grandes atividades diabólicas contra as inocentes criancinhas da comunidade, chupando-lhes o sangue até dá-las à sepultura, zombando sarcasticamente das fortes rezas e bem urdidas armadilhas que se lhes preparavam. Toda a tripulação foi unânime em concordar com a desconfiança do velho pescador: aquele serviço só podia ser obra das temíveis mulheres bruxas.
Homem intrépido que era, acostumado a enfrentar fortes tempestades, frio, fome, sede e outras sensações diversas diariamente em sua árdua profissão de pescador artesanal, não titubeou em enfrentar mais um estranho caso que o destino lhe colocou frente a frente, como um desafio à sua coragem de indomável homem do mar. Sempre respeitou as coisas do outro mundo, nunca lhas tocou nem de leve com escárnio ou zombaria e, também, nunca duvidou da sua existência e atividades aqui neste mundo de sofrimentos e tributações várias.
Matutando, certo dia, ocorreu-lhe uma idéia de traçar um plano bem urdido para poder certificar-se verdadeiramente, se, de fato, eram as terríveis mulheres bruxas as autoras responsáveis por aqueles embustes que tanto o preocupavam. Traçou um plano tecnicamente muito louvável, que foi o seguinte: colocou uma taramela na porta da gaiuta da lancha, pela parte de dentro e, ao entardecer de uma sexta-feira, meteu-se dentro dela, fechou a porta por dentro com a taramela e aguardou o resultado dos acontecimentos.
Não tardou, havia passado alguns minutos, ele ouviu vozes estranhas de mulheres dentro do rancho e viu quando a porta foi aberta e a sua lancha arrastada para o mar, sobre as estivas que ele usava. Na porta da gaiuta ele havia feito um pequeno furo, de onde espiou e viu um, quadro horrível e descomunal. Nunca imaginado por ele, nem por nenhuma criatura humana. Viu, dentro de sua lancha, uma caterva de mulheres nuas de fisionomias horrendas, corpo disformes e esqueléticos, mãos com unhas pontiagudas, enfim, um quadro dantesco, sinistro e demoníaco.
A mulher bruxa que ocupou o lugar de patrão sobre o castelo de popa da lancha apresentava o corpo coberto de escamas negras e eriçadas, as unhas das mãos e dos pés eram feitas lanças e espadas. Os cabelos eram muito compridos e caíam pela popa da lancha espalhando-se sobre o mar, deixando no seu rastro um fogo de ardentia, de comprimento incalculável. Dos olhos, chamejavam dois fachos de luz que clareavam a frente da embarcação 8 grande distância. Cada banco da lancha estava ocupado por um monstro bruxólico que manejava o remo de voga. Quando iniciaram a viagem mar adentro, a misteriosa e agressiva bruxa-velha-chefe. que estava comandando a lancha, soltava gritos lancinantes enfurecidos. Esbravejava, pronunciando palavras de alerta às suas comandadas de que, dentro da embarcação, havia presença de um corpo humano, em estado natural:
- Aqui nesta embarcação está cheirando a sangue real!
A bruxa que estava sentada no banco da popa da lancha junto da gaiuta onde o pescador estava escondido, era comadre e prima dele. Ela sabia da presença dele ali, através do faro fadórico sobrenatural. Para protegê-la, todas as vezes que a temível bruxa-patrão esbravejava "está cheirando a sangue real nesta embarcação," ela respondia com todo vigor bruxólico para as suas colegas de sina demoníaca:
- Remem, suas éguas, e que cada remada avance uma légua, pois o galo branco já cantou e o amarelo já cacarejou.
Esta advertência para as colegas significava que deviam se esforçar para chegar ao lugar de destino e retornar sem serem molestadas pelo canto do galo preto, que significava, para a sina delas, o desencanto total. E assim, vencendo léguas por segundo em cada remada que davam, aportaram no lugar que haviam escolhido para levarem a cabo as suas sinistras diabruras e, dentro de pouco tempo, retornarem à lancha e viajarem em direção ao porto de saída. Assim, cumprindo à risca os projetos em questão, arquitetados, e muito bem arquitetados, porque os planos bruxólicos são autênticos, ao chegarem na praia desembarcaram, puxaram a lancha até meia maré e desapareceram.
O pescador, de dentro de seu esconderijo, observava com toda atenção e cuidado os movimentos delas, porém não conhecia os seus linguajares. verificando que estava livre de qualquer cilada por parte delas, abriu a porta da gaiuta, saltou de dentro da lancha, pôs olho de observação em volta do local e, com muita cautela, colocou um punhado de areia daquela praia dentro do bolso, colheu um ramo de rosas de um jardim de uma casa próxima dali e, rapidamente, recolheu-se ao seu esconderijo. Nem era passada uma fração de segundos, as endiabradas se apossaram novamente da lancha, ocupando seus devidos lugares e a soltaram mar afora.
Durante toda a viagem de ida e volta, a bruxa-patrão advertia, insistentemente, as suas comandadas, de que ela tinha plena certeza bruxólica de que, dentro daquela embarcação, havia presença de sangue real. A comadre do pescador, a bruxa que sabia da sua presença ali dentro da gaiuta, acompanhou a saída dele lá na praia onde desembarcaram e viu quando ele apanhou a areia e as flores. Durante toda a viagem de volta, quando a sua chefe esbravejava contra a presença de sangue real, ela a interrompia com muita segurança e habilidade: Remem, suas éguas, e que cada remada avance uma légua, pois os galos brancos e os amarelos já cantaram e os pretos já miúdaram.
E assim, com esses argumentos, ela defendeu o seu compadre e parente das unhas daquelas terríveis mulheres bruxas, mesmo porque também não podiam perder tempo à procura do sangue do pescador que se achava dentro da gaiuta. Ela sabia tão bem quanto todas as lições bruxólicas que haviam aprendido, quando calouras, de que, se fossem colhidas em estado fadórico pelo canto do galo preto, se desencantariam dentro da lancha, em pleno mar, e o pescador reconheceria todas quando apresentassem a sua nudez humana. E continuaram a viagem esbravejando, remando, desafiando a velocidade do tempo, até que chegaram ao porto de partida na Ilha de Santa Catarina, na Lagoa da Conceição.
Desembarcaram, abriram o rancho, recolheram a lancha dentro dele e desapareceram, num pealo, dos olhos do pescador.
O pescador, logo que se viu livre delas, apanhou a areia e as rosas que recolheu no porto onde elas o levaram e retirou-se para sua casa. No dia seguinte, ele tomou a areia e as rosas e passou a mostrá-la a toda gente da comunidade, na intenção de que alguém adivinhasse ou acertasse a procedência delas ou sua terra de origem. Não encontrou pessoa alguma que conseguisse dar uma opinião aproximada, pois nem ele mesmo era capaz de calcular onde esteve, levado por elas.
Certo dia, quando ele menos esperava, a bruxa, sua comadre apareceu em casa dele para visitar o afilhado. Ela mantinha uma amizade muito forte e íntima com uma de sua filhas, a Gracinda, que era uma moça casadoira e muito religiosa. Conversa vai e conversa vem, ele chegou até a comentar com ela o fato desagradável que com ele acontecera e que muito o impressionara.
- Comadre, eu estive num lugar muito longe, dentro da noite, e, às apalpadelas, dentro da escuridão, consegui recolher um punhado de areia e umas rosas, porém desconheço o lugar de sua origem. Já as mostrei a muita gente e ninguém, assim como eu mesmo, conseguiu identificá-las. - Quando ela colocou os olhos por riba da areia e das rosas, suas faces enrubesceram, seus olhos se esgazearam e sua fala emudeceu. Recuperando-se, ela afirmou - Compadre, a terra de origem deste punhado de areia e deste ramalhete de rosas é a Índia. Eu aprendi na minha escola de iniciação à bruxaria que lá, nos Açores, na terra dos nossos antepassados, as bruxas também costumavam roubar embarcações e fazerem estas viagens extraordinárias entre as ilhas e a Índia, em escassos minutos marcados pelos relógios do tempo. Também aqui as mulheres continuadoras dos elementos diabólicos do reino de Satanás, cujas chefes enfeixam em suas mãos os poderes emanados Dele, praticam as mesmas peripécias. Eu, compadre, afirmo-lhe com convicção certa de que as suas vidas, naqueles momentos, estiveram guardadas no repositório das minhas mãos. A bruxa-chefe, que comandava a embarcação, tinha plena certeza da presença real de sangue humano dentro da lancha e, de vez em quando, ela chamava a atenção de suas comandadas para que investigassem onde estava o elemento que o possuía. Mas eu procurei sempre com muita altivez e precisão bruxólica, atraí-las para pontos distantes que podiam atrapalhar nossa viagem, quais eram os cantares dos galos. Hoje o senhor vai saber com precisão que, dentro da sua embarcação, fazendo aquela viagem bruxólica entre.a Ilha de Santa Catarina e a Índia, estavam as mulheres bruxas mais respeitáveis, misteriosas, prepotentes e malignas que vivem o reino rubro do rei Anjo Lúcifer. Se o senhor não foi trucidado por elas, agradeça à minha presença na sua lancha, metamorfoseada em bruxa, sentada no banco de popa na frente da gaiuta, onde se achava escondido.
Ela declarou-se bruxa para o compadre e acusou-se de estar chupando o sangue do filho dele, seu próprio afilhado de batismo, e denunciou todas as demais, inclusive a chefe do bando que encetara aquela viagem.
O velho pescador ficou atarantado e, num repente, correu até a cozinha, apanhou um rabo de tatu que estava no fumeiro, aplicou-lhe uma boa surra de repreensão por riba do corpo e salgou as feridas do desencanto com sal e pimenta, do desespero que ele via no amargar do empresamento do seu filhinho.
Muitas. vezes - pensou consigo mesmo o audaz pescador - escutei conversas em ajuntamento de pessoas, no inverno, aquecendo-se ao pé do fogo de fogão de trempo de ferro, em cozinhas de assoalho de chão batido, de que as mulheres bruxas açorianas eram temidas pelo povo das ilhas, devido às práticas de suas más-artes.
"Depois da tremenda refrega demoníaca que ganhei, sem atinar porque carga de pecado cometido, de uma coisa tenho plena certeza: quem me defendeu das unhas carniceiras daquelas megeras éguas bruxas foi o meu breve milagroso, que carrego sobre o peito, desde o tempo da minha bisavó Lucreça, que era uma exímia benzedeira curandeira e que fez parte das levas de colonos que viajaram amontoados dentro de porões fétidos de barcos veleiros, na santa esperança de se radicarem aqui nesta Ilha de Santa Catarina e viverem melhores dias na santa paz do senhor, já que a sua terra natal só podia oferecer-lhes misérias econômicas, minguadas e escassas." Franklin Cascaes

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Dez ilhas e um mundo - Açores e Santa Catharina


Por: AFC Custódio

A série de documentários “Dez Ilhas e um mundo” conta a história do povoamento do Estado de Santa Catarina em meados do século XVIII por um pequeno grupo de famílias vindo do arquipélago dos Açores, em Portugal, formado por nove ilhas.
Rodado entre março e junho de 2009, o projeto teve como locações quatro Ilhas do Arquipélago dos Açores e todo o litoral Catarinense.
Em três episódios, contaremos a historia desta épica viagem, as tradições e costumes desse povo e conheceremos de perto um pouco das ilhas que são o berço de uma parte da cultura de nosso Estado.
Abaixo, você confere o primeiro teaser promocional do projeto que começa a ir ao ar no dia 18 de julho na RBS TV, no SC em Cena, antes do Jornal do Almoço.
Endereço: http://www.youtube.com/watch?v=f5z7zj7RUZM
Produção: Tac. Produções
Direção: Diego Lara e Flavio Roberto
Realização: RBS TV/Globo
Apoio: Direção Regional dos Açores, RTP e Casa dos Açores - Santa Catarina.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A Guerra dos Pelados (Sylvio Back, 1970)


Por: AFC Custódio

A Guerra dos Pelados (Sylvio Back, 1970)


Gênero: Drama
Duração: 98 min
Direcão: Sylvio Back

Elenco:
Irineu Adami, Otávio Augusto, João Miguel Barbizan

Sinopse:
O filme é baseado no episódio histórico da Guerra do Contestado (1912-1916),
quando em 1913, em Santa Catharina, houve um conflito envolvendo concessão de terras para exploração de seus recursos por uma empresa extrangeira, e uma estrada de ferro para facilitar a exploração de seus recursos por ela gera revolta dos ex-propriados. Reunidos em torno de um reduto messiônico, os 'pelados' reagem, gerando violento conflito com o exército, lembrando Canudos. Baseado em fatos reais, Filmado em Caçador (Santa Catharina), roteiro chegou a detalhes na guerra corpo a corpo e na estratégia militar.

Encerra-se depois que os pelados sofreram duro golpe em Taquaruçu, onde 700 soldados da República os fazem recuar e fugir para Caraguatá. As cenas finais são dos sobreviventes, a cavalo e a pé, rumando para Caraguatá, já sob liderança de resistência de Adeodato e sob liderança espiritual de Maria Rosa, a jovem com 15 anos de idade.

link: http://www.megaupload.com/?d=UHGYCVC0

sábado, 20 de junho de 2009

A Casa das 7 Mulheres


Por: AFC Custódio

Este romance produzido pela RBS e Rede Globo, mostra a Guerra dos Farrapos - (1835-1845) e suas conseqüências maléficas sobre o destino de homens e mulheres. O líder do movimento, Bento Gonçalves da Silva, isolou as mulheres de sua família em uma estância afastada das áreas em conflito com o propósito de protegê-las. A guerra começou a se prolongar. E a vida daquelas sete mulheres confinadas na solidão do pampa começou a se transformar...

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Balanço da festa do Pinhão 2009


Por: AFC Custódio

Resultado da 17ª Sapecada da Canção Nativa
1º LUGAR - Milonga para cantar querência
Ritmo: Milonga
Letra: Sérgio Carvalho Pereira
Música: Cristian Camargo
Intérpretes: Lisandro Amaral / Luiz Marenco / Índio Ribeiro

2º LUGAR - Chora gaita véia
Ritmo: Rasguido-doble
Letra Mauro Moraes
Música: Mauro Moraes
Intérprete: Pirisca Grecco

3º LUGAR - Toada em voz de silêncio
Ritmo: Toada
Letra: Adriano Alves e Otávio Severo
Música: Raineri Sphor
Intérpretes: Raineri Spohr / André Teixeira

MELHOR TEMA SOBRE A REGIÃO SERRANA – Quando tomba um pinheiro
Ritmo: Milonga Canção
Letra: Milton César Hoff e Jucemar dos Anjos
Música: Juliano Moreira Ramos e Itacir Vieira da Silva
Intérprete: Itacir Vieira da Silva

MELHOR TEMA CAMPEIRO – Domingo de campanha
Ritmo: Xote
Letra: Alberto Ventura Neto
Música: Alberto Ventura Neto
Intérprete: Alberto Ventura Neto

MELHOR CONJUNTO VOCAL – Milonga para cantar querência
Ritmo: Milonga
Letra: Sérgio Carvalho Pereira
Música: Cristian Camargo
Intérprete: Lisandro Amaral / Luiz Marenco / Índio Ribeiro

MELHOR ARRANJO – Quatro cantos do planeta
Ritmo: Chacarera
Letra: Rodrigo Bauer
Música: Ângelo Franco
Intérprete: Shana Müller

MELHOR MELODIA – Milonga para cantar querência
Ritmo: Milonga
Letra: Sérgio Carvalho Pereira
Música: Cristian Camargo
Intérpretes: Lisandro Amaral / Luiz Marenco / Índio Ribeiro

MELHOR LETRA – Toada em voz de silêncio
Ritmo: Toada
Letra: Adriano Alves e Otávio Severo
Música: Raineri Sphor
Intérpretes: Raineri Spohr / André Teixeira

MELHOR INSTRUMENTISTA – Rodrigo Maia ( Em Quatro cantos do planeta)
MELHOR INTÉRPRETE – Pirisca Grecco (Em Chora gaita véia)

MÚSICA MAIS POPULAR – Domingo de campanha
Ritmo: Xote
Letra: Alberto Ventura Neto
Música: Alberto Ventura Neto
Intérprete: Alberto Ventura Neto

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Para pensar!


Por: AFC Custódio

WILSON VAN-DEL – Deputado:
(catarinense)


"Alguma coisa deve ser feita para terminar com a discriminação dos três
Estados do Sul. Por exemplo, Santa Catarina é o 6º Estado em arrecadação e o
16º Estado no retorno dos recursos aqui captados, e isto é injusto".


RICALDO MACARI – Deputado:
(catarinense)


"A separação já era para ter acontecido há mais de um século. Hoje não
apenas a região sul, mas as demais regiões brasileiras também estariam
experimentando um patamar de desenvolvimento bem mais elevado".


ADILCIO CADORIN – Advogado e escritor
(catarinense)

"Produzimos quase um terço do PIB nacional. Somos responsáveis pela produção
de 60% dos grãos do País. Trata-se, pois, de um grande paradoxo: quem mais
produz e quem mais trabalha é que é mais penalizado... Portanto, não nos
imputem responsabilidades pelo que doravante vier acontecer. Somos
conseqüências de cujas causas não podemos ser responsabilizados... Não
existe no Mundo instituição democrática que não reconheça este preceito. A
história do princípio de autodeterminação dos povos é a própria história da
formação das nações democráticas deste planeta... Somos um Movimento que tem
como escopo e instrumento, o exercício da democracia, obrando dentro da
legalidade".*


* 2º Congresso Separatista – Laguna – 1992. (Cadorin foi o criador do slogan
"O SUL É O EU PAÍS")


HÉLIO RIBAS MICHELETTO – Jornalista
(catarinense)


"É estarrecedor quando autoridades evocam a Constituição e a própria lei
para tentar coibir legítimas manifestações democráticas contrárias a um
governo centralista que não corresponde às aspirações nacionais. Crimes
inafiançáveis e imprescritíveis são, os que vem sendo cometidos solerte e
impunemente, contra o patrimônio público, pelos zelosos da guarda
constitucional, das leis e das instituições democráticas".*


*- "Bandeiras Separatistas". Estado do Paraná. 1993.

CELSO DORVALINO DEUCHER – Jornalista
(catarinense)


"Algum dia, não muito longe, outras gerações vão olhar para os que negam o
Direito de Autodeterminação ao Povo Sul Brasileiro, como nós olhamos os
anti-sufragistas do passado. Eles os chamarão de ridículos e
antidemocráticos".



GILMAR KNAESEL – Deputado
(Catarinense)


"O mandonismo brutalizado impera nos compartimentos refrigerados de Brasília
e de seus satélites fincados em nossos rincões estaduais... A Confederação
valoriza os pequenos Estados, sem diminuir a importância dos ricos".


PAULO BERNARDO – Ministro do Planejamento - Deputado Federal (PT-PR)

"O Sul fica com o menor índice de investimentos: 9,22% do total, contra
31,02% do Nordeste; 36,27% do Sudeste; 11,64% do Centro-Oeste e 11,85% do
Norte... O Paraná foi bastante sacrificado... Outro fator que aumenta a
distorção na distribuição de recursos para as regiões neste ano (1995) é dos
fundos constitucionais, que só existem para o Norte, Nordeste e
Centro-Oeste... Já tentamos várias vezes estabelecer a distribuição
considerando a população e a renda per capita. O governo não aceita, porque
certamente prefere manter as disparidades atuais".



Fernando Henrique Cardoso:
“Essa coisa de ser brasileiro é quase uma obrigação.”

ANDRONICO PEREIRA FILHO – Deputado
(catarinense)


“Primeiro sou a favor do Movimento ‘O Sul é o Meu País’. Se não for possível
viabilizar este projeto, como opção sou favorável a instituir uma
Confederação de Estados Brasileiros”.*


* - Jornal do Movimento – Maio/1993

terça-feira, 9 de junho de 2009

Oktoberfest Blumenau - RESPOSTA


Por: AFC Custódio

Fora enviado aos organizadores da Oktoberfest - Blumenau, a nossa matéria referente a música eletrônica publicado no dia 07 de Junho de 2009, o R.I.P. OKTOBERFEST BLUMENAU. Recebemos um e-mail em resposta na qual iremos publicar para que assim todos tenham acesso a ela, grato ao Norberto Mette, Presidente do Parque Vila Germânica pela atenção, e segue abaixo sem alterações:

"Caro (...)



Sua preocupação com a qualidade cultural da Oktoberfest é altamente bem vinda e elogiavel.

Precisamos informar-lhe que a partir de 2005 retomamos o projeto original da festa, reposicionando a festa no mercado turístico nacional, fazendo modificações importantes quanto à preservação cultural. Revitalização da gastronomia, que estava em franca decadência, obrigatoriedade de 90% de musica alemã, tematização dos desfiles, intensificação da programação de grupos folclóricos, inclusive de outras regiões alemãs do país, liberação do ingresso para quem usa traje típico, pavilhão cultural, biergarten, cervejas artesanais, novas bandas alemãs, etc., etc.,

Ainda, a principal modificação, foi passar a "vender" nossa festa como a "Maior festa alemã da América", deixando de lado os rótulos como maior festa da cerveja, segunda maior festa da cervaja do mundo, segunda maior oktoberfest, e outros tanbtos chavões que transformaram nossa festa, durante um bom período, numa "festa de bêbados".

A nossa festa hoje tem um público qualificado, com bons índices de consumo, baixissimos índices de ocorrências policiais, e, sobretudo, um excelente índice de crescimento que foi alcançado graças às modificações realizadas.



Assim, ninguém mais do que nós tem preocupação quanto à qualidade, característica germânica e preservação cultural. Sabemos que isso é fundamental em termos de marketing e para que não enganemos nossos clientes.



Sua visão quanto à introdução de musica mecânica infelizmente está equivocada. Não se trata de "rave" nem "tunts tunts", que aliás é coisa muito chula.

Os DJ,s alemães que estarão em dois dias da semana e apenas em um pavilhão são artistas de alto nivel da moderna música alemã eletrônica e que certamente `trarão à festa um novo espaço, moderno, da Alemanha contemporânea, conquistando um novo público, que atualmente não vem à festa porque não gosta da musica tradicional.



O setor 3 oferecerá, nestes dias, uma proposta diferente, com cenografia, iluminação e alta qualidade musical. Não se maculará a imagem de festa alemã.

Apenas estamos, como temos feito, nos últimos 4 anos, melhorando a festa a cada edição.



Tenho certeza de que se você vier gostará do que vai ver e concluirá que festa alemã não se pode limitar apenas às musicas trazidas pelos imigrantes.



Um abraço



Norberto Mette

Presidente do Parque Vila Germânica



Em tempo: ajude a divulgar a maior festa alemã da América. Publique nossa resposta em seu blog.

Obrigado."

domingo, 7 de junho de 2009

R.I.P. Oktoberfest Blumenau


Por: AFC Custódio

A Oktoberfest em Blumenau, Santa Catharina, é mais que uma festa, é um grito cultural barriga-verde,
onde lembramos uma das maiores descendencias do estado, a Alemã. Um evento que talvez seja o mais famoso do estado,
a maior festa alemã das américas, e definitivamente o maior do chopp no país. No entanto, seus organizadores estão se esquecendo
de seu significado , cultura, algo para divulgar, e concerva-la, e hoje estao querendo expressa-las com DJ's e músicas eletronicas,
fugindo da origem do festival, denegrindo nossa imagem e invalidando nossa identidade, qual será o proximo passo? Ivete Sangalo? Troquemos
o chopp pelo ecstasy!
Nada contra esse tipo de música e seus admiradores, mas tudo tem sua hora e seu lugar, eventos em nosso estado devem tirar as tendencias
da mídia que sempre expoe culturas do eixo Rio-SP e seguir as nossas, festa do pinhao por exemplo, era para ser um festival de música nativista,
hoje tem shows de NXzero, e duplas sertanejas, faz parecer que somos ou muito manipulados pela mídia ou temos um complexo de inferioridade
para com a cultura deles, em todo caso estão relacionadas. Nossa cultura quem deve dar valor somos nós, se nao o fizermos ninguem fará isso
pelo nosso povo, pelo amor de Deus, abram os olhos, "tunts tunts" na Oktober não! Façam dela um evento cultural e não tendencias de moda a seguir!