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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Pinhão Na Chapa


Por: Cecília Hammer Schlosser


Em Santa Catarina o pinhão, designa as sementes da Araucaria angustifolia, árvore de destacada importância cultural, econômica e ambiental na região sul e em algumas partes do sudeste do Brasil, é talvez a comida mais típica do estado, sendo consumido assado ou cozido, destacando-se alguns pratos, como a farofa de pinhão e o entrevero. O pinhão é também apreciado como aperitivo e em várias sobremesas. Existem até mesmo diversas "festas do pinhão", que são festivais culinários que se realizam em cidades onde há a ocorrência da Araucária.

Embora no passado o pinhão tenha feito parte da dieta dos índios guarani, a coleta para o consumo humano não é recomendada e é até coibida em algumas épocas e locais. Isto ocorre porque os animais silvestres necessitam do pinhão como suplemento alimentar, para enfrentar o inverno. O grande consumo humano poderia portanto prejudicar a perpetuação dessas espécies animais - assim como a da própria araucária.

A culinária do interior de Santa Catarina está intimamente ligada ao fogão à
lenha, que por sinal é o coração da casa, aquece no inverno, garante a água
quente nas torneiras e o aroma na cozinha.

Ingredientes:

• Pinhões graúdos
Faz parte da cultura catarinense
o ritual de esperar os pinhões
ficarem no ponto, sentir seu
cheiro, jogar o pinhão assado
de uma mão para outra para
que esfriem um pouco, e,
finalmente, sentir seu sabor.


Os pinhões são um alimento típico do inverno!
Podem ser assados diretamente na chapa do fogão
à lenha, por cerca de 30 minutos - quando estiverem
com a casca escura é só abrir e comer.
(Para quem não dispõe de fogão à lenha, a dica
é preparar os pinhões em panela de pressão por
30 minutos).

(Treichos do livro CULINÁRIA COLONIAL DE SANTA CATARINA)

domingo, 11 de outubro de 2009

Boleira


Por: Cecília Hammer Schlosser

Uma receita alemã simples de se fazer e faz um sucesso entre a piazada.

Ingredientes:
• ½ Kg de farinha de trigo
• 250 gr manteiga
• 20 gr fermento
• 8 ovos
• ½ litro de leite
• 1 xícara de açúcar
Se desejar poderá acrescentar
à receita bananas amassadas.

Misture os ingredientes acima, iniciando pelos ovos,
manteiga e açúcar. Depois de misturado acrescente os
demais ingredientes e asse na boleira elétrica ou
se preferir nas boleiras usadas em fogão a lenha....
a receita fica ainda melhor!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Receita: Purê de Maçã


Por: Cecília Hammer Schlosser

Uma Receita simples, boa e de baixo custo, um prato típico Alemão, muito apreciado no norte do estado, acompanhando bem um Marreco Recheado (receita em breve) e aves assadas.

Rendimento: 6 porções

Ingredientes:
12 maçãs verdes médias descascadas, sem sementes e cortadas em pedaços
1 colher (sopa) de vinagre
5 colheres (sopa) de água
Sal a gosto.

Modo de preparo:
Em uma panela, coloque pedaços de maçã, vinagre, água, leve ao fogo alto e cozinhe, mexendo sempre, até a maçã ficar macia.
Tire do fogo, coloque no liquidificador, bata até obter uma mistura homogênea, coloque novamente na panela, leve ao fogo brando e, mexendo sempre, cozinhe até obter um purê consistente.
Tempere com sal a gosto, misture bem, tire do fogo, passe para um prato de servir e leve à mesa.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Perfil Gastronômico de Santa Catharina


Por: AFC Custódio

A gastronomia catarinense é diversificada, graças à influência dos vários povos europeus que se estabeleceram em diferentes regiões do Estado. Destacam-se os sabores da cozinha portuguesa, germânica e italiana, enriquecidos por ingredientes e temperos emprestados dos indígenas e africanos. De acordo com o Mapa ao lado (clique para ampliar) 58% de nossa comida é uma culinária diversificada e tipica da região sul, seguido por 26% dos pescados e frutos do mar, 8% Alemã e empatado com os mesmos 8% a Italiana.

O roteiro gastronômico catarinense acompanha a saga da colonização. A culinária do litoral, porta de entrada dos descobridores portugueses e dos colonizadores açorianos, é baseada em frutos do mar. No Caminho dos Príncipes e no Vale Europeu – núcleos alemães – o pescado sai de cena e a carne suína protagoniza iguarias com temperos picantes e sabor forte regadas à cerveja. Maior leva de imigrantes, os italianos se espalharam pelo Estado. Suas acolhedoras cantinas típicas estão presentes em todas as regiões.

Luso-açoriana
Em Santa Catarina, os portugueses e açorianos aprenderam a selecionar o melhor do mar, acrescentando temperos indígenas, a mandioca e outros ingredientes da terra, criando receitas simples e saborosas à base de peixe, ostras, camarões e diversificados frutos do mar. A atual cozinha luso-açoriana é uma releitura sofisticada daquela praticada pelos colonizadores, revelando maior cuidado na preparação e na apresentação dos pratos, acrescentando novos temperos e permitindo combinações inovadoras.

Atualmente, ganharam destaque as ostras produzidas em fazendas marinhas na região da Grande Florianópolis – a capital catarinense é a maior produtora nacional – e o camarão “Laguna”, a mais saborosa das espécies capturadas na costa catarinense. Em Itajaí e São Francisco do Sul, cidades pesqueiras e portuárias, os pratos típicos são mais fiéis à gastronomia portuguesa tradicional. Mas, nos restaurantes de chão batido em toda a costa, é possível encontrar um bom peixe fresco frito com pirão de farinha de mandioca.

Italiana
Sopa de agnolini, lasanha, tortéi, polenta, radici, pão caseiro, salame, queijo colonial, frango à passarinho, galinha caipira ao molho, codornas... Os pratos da cozinha italiana são servidos em cantinas espalhadas por todo o Estado – atualmente, quase metade da população catarinense é descendente de italianos. Mas vale a pena enveredar pelos caminhos coloniais que levam às comunidades tradicionais do interior rural, onde os costumes dos pioneiros ainda fazem parte do cotidiano e os sabores são mais autênticos.

Alemã
Chucrute com vina, kassler (chuleta de porco), eisben (joelho de porco), bockwurst (salsicha) são alguns dos pratos incorporados ao cotidiano das cidades de colonização germânica. O mit rotkohl (marreco com repolho roxo) já é uma adaptação com ingredientes nativos das terras brasileiras. Destaque para as confeitarias alemãs, um verdadeiro paraíso de delícias, doces e salgadas – uma das mais conhecidas é o Appfelstrudel, folhado de maçã, mas as cucas e empadas também valem a pena, assim como os muitos outros produtos coloniais, com destaque para as geléias e embutidos artesanais.

Outros Sabores
Os descendentes de eslavos – poloneses e ucranianos –, que se instalaram principalmente na região Norte, mantêm viva sua culinária forte e exótica, repleta de nomes difíceis, cheiros e sabores peculiares. Destacam-se a torta salgada de requeijão, a salada de repolho roxo, as maçãs recheadas, sopa de batatas com leite, pastéis de batata e requeijão. O condimentado goulasch – cozido de carne bovina com verdura – é a contribuição húngara. Os holandeses trouxeram a tecnologia do processamento de laticínios – leite, iogurte e queijos –, gerando indústrias conhecidas em todo o Estado. O mesmo se deu com os tiroleses da encantadora Treze Tílias, no Meio Oeste, famosos também pelos deliciosos chocolates caseiros. Por fim, nas estâncias serranas, a culinária revela a influência dos tropeiros e gaúchos que se instalaram na região. No cardápio, simples e farto, feijão tropeiro, arroz de carreteiro – preparados em fogão à lenha – churrasco e chimarrão, além do pinhão – fruto das Araucárias que caracterizam a paisagem da região.